A pergunta que chega quase sempre é "quanto custa uma política de privacidade". A resposta útil é que a política é o último passo, não o primeiro: ela descreve o que a empresa faz com os dados. Antes de escrever, é preciso saber.
Passo 1 — Inventário
Liste onde há dado pessoal: sistema de RH, planilha de visitantes na portaria, grupo de WhatsApp com foto de documento, ficha de EPI, formulário do site, câmeras. Em obra, o volume costuma surpreender: exames ocupacionais, dados de dependentes, biometria de ponto.
Passo 2 — Base legal
Cada tratamento precisa de uma base do art. 7º. Boa parte do que uma construtora faz se apoia em obrigação legal ou regulatória e em execução de contrato — não em consentimento. Isso simplifica: consentimento é a base mais frágil e a que mais dá trabalho para gerenciar.
Passo 3 — Corrigir o que salta aos olhos
Pasta compartilhada aberta para a empresa inteira, planilha de salários no drive público, exame médico enviado por WhatsApp. Esses são os pontos que viram incidente.
Passo 4 — Documentar
Registro das operações de tratamento, aviso de privacidade, canal do titular e contrato ajustado com fornecedores que acessam dados. Aí sim a política de privacidade faz sentido, porque tem o que descrever.
Este texto é orientação técnica de adequação, não parecer jurídico. Decisões sobre risco legal devem passar pelo advogado da empresa.