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LGPD 28/07/2026 · 9 min de leitura

LGPD em empresa pequena: por onde começar sem contratar um time

A adequação não começa por política de privacidade. Começa por descobrir onde estão os dados pessoais que a empresa já trata há anos.

A pergunta que chega quase sempre é "quanto custa uma política de privacidade". A resposta útil é que a política é o último passo, não o primeiro: ela descreve o que a empresa faz com os dados. Antes de escrever, é preciso saber.

Passo 1 — Inventário

Liste onde há dado pessoal: sistema de RH, planilha de visitantes na portaria, grupo de WhatsApp com foto de documento, ficha de EPI, formulário do site, câmeras. Em obra, o volume costuma surpreender: exames ocupacionais, dados de dependentes, biometria de ponto.

Passo 2 — Base legal

Cada tratamento precisa de uma base do art. 7º. Boa parte do que uma construtora faz se apoia em obrigação legal ou regulatória e em execução de contrato — não em consentimento. Isso simplifica: consentimento é a base mais frágil e a que mais dá trabalho para gerenciar.

Passo 3 — Corrigir o que salta aos olhos

Pasta compartilhada aberta para a empresa inteira, planilha de salários no drive público, exame médico enviado por WhatsApp. Esses são os pontos que viram incidente.

Passo 4 — Documentar

Registro das operações de tratamento, aviso de privacidade, canal do titular e contrato ajustado com fornecedores que acessam dados. Aí sim a política de privacidade faz sentido, porque tem o que descrever.

Este texto é orientação técnica de adequação, não parecer jurídico. Decisões sobre risco legal devem passar pelo advogado da empresa.

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